sábado, 19 de setembro de 2009

"Como nunca mais vou ter coragem de olhar nos teus olhos, eu mesmo respondo às variadas perguntas que rondam meu juízo: você não tirou lição nenhuma, não chegou a lugar nenhum e, principalmente, só se diminuiu."
Li isso num blog hoje e fiquei pensando a respeito. Tantas vezes fazemos coisas que não nos acrescentam nada, sabe? Não fazem a gente crescer. Analizando uma situação incomum que está acontecendo comigo esses dias, eu percebi que realmente a maioria das pessoas não tem a menor noção de... tudo. Não tem a menor noção de respeito ao próximo, de amizade, de amor e, principalmente, de vida. Essas pessoas simplesmente vão fazendo o que der vontade de fazer na hora, aleatóriamente, sem nem pensar no que vai acontecer depois. Não que eu ache que a gente deve ter tudo planejado e não fazer nenhuma loucura, mas é que existem coisas que não podem ser feitas assim, principalmente se essas coisas envolverem outras pessoas. O resultado? Bom, eu nem sei dizer muito bem no que isso resulta, só sei que elas aparentam estar melhores, mas é só olhar de perto que a feiura aparece. Eu conhecia bastante essas pessoas de quem eu falo, e hoje eu não conheço mais. Só que isso não aconteceu porque eu cresci e sim porque elas diminuiram. Hoje não passam, pra mim e pra todos que têm o mínimo de responsabilidade, de crianças egocêntricas e irresponsáveis.
E quanto a não ter coragem de olhar nos olhos, bem... eu tenho medo de perceber que a situação está muito pior do que eu imagino.

domingo, 6 de setembro de 2009

Eu sou o que você é.

Eu sempre fui muito metódica em relação a sentimentos, minha opinião sempre foi de que não existe amor real entre um homem e uma mulher (no caso dos hetero, claro). Eu sempre achei muita hipocrisia da parte de alguém dizer que ama o fulano mais do que a si mesmo, que é capaz de fazer tudo para que nada de ruim aconteça com o sicrano e etc etc. Queria ver se em uma hora decisiva, em que você pudesse salvar apenas a vida de uma pessoa, você salvaria a desse sicrano ao invés da sua. Eu simplesmente não conseguia entender o que levava uma pessoa a escolher passar o resto da sua vida morando com uma outra, suportando manias e defeitos, mau humor e piadinhas sem graça, sem ter obrigação nenhuma, como acontece com pais e filhos, "obrigação do sangue".
E mesmo enxergando mais além, supondo que as pessoas realmente tivessem a capacidade de amar tão incondicionalmente assim, eu nunca vi a lógica de alguém se entregar dessa forma para outra. É simplesmente irracional você montar a base do seu eu sobre a base do eu de outro alguém, que a qualquer segundo pode desmoronar e te levar junto, entende? Seria confiar demais em outra pessoa tão ou mais vulnerável que você mesmo.
Porém, hoje eu sinto diferente. Apesar de todo o meu medo de depender de alguém, de todo o meu orgulho em dizer que eu sou de alguém, hoje eu sou capaz de dizer que eu sinto diferente. Pensar não, eu ainda acho irracional, hipócrita e tudo mais dizer que é totalmente de e para alguém. O que realmente mudou em mim foi o sentir. Hoje eu sinto que é importante na vida de alguém confiar totalmente em um "estranho", dizer e sentir, com sinceridade, um "eu te amo", com todas as entrelinhas dessa frase. E só sou capaz de sentir isso porque hoje eu sou de tal forma de alguém que chega ser tão irracional quanto tudo aquilo que eu citei acima. E eu sei o quão esse sentimento é importante, poder dizer que eu sou o que alguém é, me ver nos olhos de alguém como eu sou. Faz uma diferença gigantesca, e pra melhor.

sábado, 5 de setembro de 2009

É estranho pra mim escrever sobre isso. Sei lá, ainda não me acostumei com essa minha "nova" realidade... não que seja nova no sentido literário, ela sempre existiu, mas nunca foi uma realidade real, era sempre utópica. É como dizer que tudo que eu sempre sonhei pra mim existe agora (mas sempre existiu, porque se eu sonhei em ter é porque tinha que existir de alguma maneira. As pessoas não sonham com coisas que não existem e sim com coisas improváveis de acontecer). Por isso nova entre aspas, porque hoje eu vivo o que eu sempre tive em meus sonhos.
Lendo isso você pode pensar que minha vida hoje é perfeita, mas é aí que você se engana. Eu nunca sonhei em ser uma princesa, morando num castelo com um príncipe num cavalo branco e uma piscina de dinheiro com direito a cascata e tudo. Pelo contrário, eu sempre quis morar numa casa pequena, batalhando pelo meu dinheiro junto com meu (super) homem que soubesse andar com as próprias pernas e que me oferecesse segurança. E por mais ridículo que isso pareça, eu sempre sonhei em ter problemas (nada que abale realmente, claro), só pra ter o gostinho de dizer: vençemos mais essa, meu amor.
Limites de idade à parte, eu vivo isso hoje. Fora morar com meu homem, que ainda não é realidade (daquele mesmo jeito que eu expliquei lá em cima: é, sem ser). Mas isso, essa felicidade, se deve a um motivo único, que trouxe com ele todo o resto. E eu tenho ele e todo o resto que veio com ele (resto mesmo, porque eu podia ter só ele que não faria diferença, seria exelente do mesmo jeito). E é isso, eu só queria escrever a respeito, pra realizar na minha cabeça que eu já posso parar de sonhar com tudo que eu tenho e viver, porque hoje eu tenho mesmo.
(E eu queria que vocês pudessem ver o meu sorriso gigante ao dizer que eu tenho esse motivo. Ah como eu queria...)